Amazonas registra 123 denúncias de propaganda eleitoral irregular; país soma mais de 11 mil casos
Andreza Maria Cunha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Amazonas já contabiliza 123 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda das Eleições 2026 registradas no sistema Pardal, da Justiça Eleitoral até esta quinta-feira, 3. Os dados mostram ocorrências envolvendo desde propaganda na internet até uso de carros de som, vias públicas, bens públicos e particulares.
No ranking nacional apresentado pelo sistema, o Amazonas ocupa a 19ª posição entre as 27 unidades da Federação. São Paulo aparece em primeiro, com 2.267 denúncias, seguido pela Bahia, com 1.607, e Pernambuco, com 958.
Os registros do Pardal são denúncias encaminhadas por cidadãos para conhecimento e apuração da Justiça Eleitoral. Por isso, uma denúncia não significa, por si só, que houve irregularidade ou que determinado candidato cometeu uma infração. Cada caso pode ter situação e encaminhamento diferentes.


Manaus concentra registros no Amazonas
A relação detalhada disponibilizada pelo sistema mostra que Manaus concentra a grande maioria das ocorrências amazonenses. Também aparecem registros em Atalaia do Norte, Humaitá, Iranduba, Nova Olinda do Norte e São Gabriel da Cachoeira.
Na capital, há denúncias relacionadas a diferentes cargos. Entre as candidaturas a deputado estadual, por exemplo, aparecem registros envolvendo carros de som, distribuição de brindes, vias públicas, bens públicos e particulares, material gráfico, comícios, adesivos em veículos e propaganda na internet.
No caso das candidaturas a deputado federal, chama atenção no relatório a sequência de denúncias classificadas como “Propaganda na Internet”. Também existem registros relacionados a bens públicos e particulares, distribuição de material gráfico, adesivos, vias públicas e outdoors.
Para o cargo de governador, o levantamento amazonense apresenta denúncias envolvendo, entre outras situações, carro de som, propaganda na internet, bens particulares, adesivos em automóveis, comícios e showmícios, telemarketing, material gráfico, alto-falantes, bens públicos, vias públicas e outdoors.
Há ainda registros relacionados às disputas para senador, presidente e a partidos, coligações ou federações.

Mais de 11 mil denúncias no país
No cenário nacional, os dados apresentados pelo Pardal somam 11.889 denúncias nas 27 unidades da Federação.
As candidaturas a deputado estadual lideram, com 4.301 registros, seguidas pelas de deputado federal, com 3.696. Depois aparecem governador, com 1.736; partido, coligação ou federação, com 1.283; senador, com 338; deputado distrital, com 288; presidente, com 169; e vice-governador, com quatro.
Quando o recorte é feito pelo tipo de possível irregularidade, as denúncias relacionadas a vias públicas aparecem disparadas na primeira posição, com 4.561 registros.
Na sequência estão propaganda na internet, com 1.474; bens públicos, 1.444; bens particulares, 1.069; carros de som, minitrios e trios elétricos, 806; e outdoors e outdoors eletrônicos, 598.
Os números mostram que as denúncias relacionadas às ruas e ao ambiente digital estão entre os principais focos de atenção nesta campanha eleitoral.


São Paulo e Bahia lideram
São Paulo concentra o maior número de registros do país, com 2.267 denúncias, o equivalente a aproximadamente 19% de todas as ocorrências. A Bahia aparece na sequência, com 1.607, e Pernambuco ocupa a terceira posição, com 958.
Depois aparecem Minas Gerais (899), Rio Grande do Sul (861), Paraná (634), Rio de Janeiro (610) e Ceará (552).
Na Região Norte, o Pará possui o maior número, com 216 denúncias. Em seguida aparecem Mato Grosso — que pertence ao Centro-Oeste — e, considerando apenas os estados nortistas, Rondônia, com 129, Amazonas, com 126, Amapá, com 94, Acre, com 66, Roraima, com 59, e Tocantins, com 21.
Assim, o Amazonas aparece como o terceiro estado da Região Norte com mais denúncias, atrás apenas de Pará e Rondônia.
O que acontece depois da denúncia?
O próprio relatório ajuda a mostrar que nem todos os registros estão na mesma etapa. Há ocorrências identificadas como “Em Andamento”, outras como “Peticionada no PJe” e diversas como “Baixada do Sistema”. Isso reforça que o total apresentado pelo Pardal deve ser entendido como quantidade de denúncias registradas, e não como número de irregularidades eleitorais já comprovadas ou de candidatos punidos.
O sistema funciona como uma ferramenta para que o cidadão comunique à Justiça Eleitoral situações que considere irregulares durante a campanha. A partir daí, os registros podem receber os encaminhamentos cabíveis para análise e eventual adoção de providências.
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