Rejeição de Lula dispara na corrida presidencial e chega a 48%, aponta pesquisa
Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com a maior rejeição entre os nomes apresentados para a disputa presidencial de 2026, segundo pesquisa do instituto Gerp divulgada nesta terça-feira, 11/8. O levantamento aponta que 48% dos entrevistados afirmam que não votariam no petista de jeito nenhum.
Na sequência aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência pelo Partido Liberal, com 44% de rejeição.
Como a pergunta permite que o eleitor indique mais de um candidato que rejeita, os percentuais não são excludentes e, por isso, a soma dos resultados ultrapassa 100%.

Outros candidatos
Entre os demais nomes testados, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 8% de rejeição, mesmo percentual registrado pelo ex-candidato à Presidência Cabo Daciolo e pelo escritor Augusto Cury.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) registra 7%.
Na faixa de 6%, aparecem Renan Santos, Samara Martins, Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB).
O candidato Hertz Dias (PSTU) tem 5% de rejeição.
Ainda segundo o levantamento, 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam. Outros 2% afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos, enquanto 1% declarou que votaria em qualquer um deles.
Flávio aparece à frente de Lula em eventual segundo turno
A pesquisa também simulou uma disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, Flávio aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 43%.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

O resultado ocorre em um cenário eleitoral marcado pela proximidade entre os dois principais nomes em diferentes levantamentos. Pesquisa CNT/MDA divulgada também nesta terça-feira, por exemplo, mostrou Lula com 48% e Flávio com 39,1% em uma eventual segunda etapa.
Metodologia
A pesquisa Gerp ouviu 2.400 pessoas entre os dias 6 e 10 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08045/2026 e, segundo as informações divulgadas, teve custo de R$ 20 mil, pago com recursos próprios.
Os números refletem o cenário no período em que as entrevistas foram realizadas e podem sofrer alterações até a eleição, marcada para 4 de outubro de 2026.
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