Projeto da educação municipal de Manaus é finalista de prêmio nacional e leva o nome da região Norte à disputa
Manaus ganha destaque no cenário nacional da educação pública com o reconhecimento da Secretaria Municipal de Educação (Semed) na 8ª edição do Prêmio Espírito Público. A educadora Zilene Trovão, gestora escolar da rede municipal de ensino, está entre as finalistas da categoria Educação, levando o nome da capital amazonense e da região Norte à disputa nacional. A indicação reconhece uma iniciativa que valoriza a inovação, a cidadania e a transformação social por meio da gestão pública.
O reconhecimento é resultado do projeto “Semear para Transformar: Educação Integral, Gestão Humanizada e Impacto Social na Transformação da Comunidade em Manaus”, idealizado e desenvolvido inicialmente no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Hermann Gmeiner e posteriormente expandido para o Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) Dr. José Aldemir de Oliveira.
A escolha dos vencedores será realizada por meio de votação popular digital, aberta ao público até o dia 30/11. Para apoiar o projeto de Manaus, basta acessar o link e registrar seu voto: https://premioespiritopublico.org.br/voto-vencedores/edicao-8. O resultado oficial será anunciado no dia 9/12, durante cerimônia em Brasília.
O secretário municipal de Educação, professor Arone Bentes, parabenizou a gestora pelo reconhecimento e convidou a população a apoiar o projeto na votação popular. “Parabenizo a gestora Zilene Trovão por esse reconhecimento, que valoriza o compromisso com uma educação transformadora. Quero convidar a população a votar e apoiar essa iniciativa, que representa com orgulho Manaus e toda a Região Norte”, destacou.
Projeto
Criado para reconhecer e valorizar a trajetória de servidores públicos e de projetos de grande impacto no setor público brasileiro, o Prêmio Espírito Público reuniu centenas de iniciativas inscritas nesta edição, de diferentes regiões do país. Na etapa final da categoria Educação, o projeto amazonense representa Manaus, o Amazonas e toda a região Norte, concorrendo com iniciativas dos estados do Rio de Janeiro e de Goiás.
Desenvolvido originalmente no Cmei Hermann Gmeiner, localizado no bairro Alvorada 1, zona Centro-Oeste da capital, o projeto nasceu em um território de alta vulnerabilidade social, com o propósito de romper barreiras históricas de acesso a serviços básicos. Diante do distanciamento entre o cotidiano escolar e a realidade cultural local, a gestão implementou um modelo de educação integral, participativo e voltado às necessidades da comunidade.
Um dos grandes diferenciais da iniciativa é sua dimensão intergeracional. A proposta atende pessoas com idades entre três e 80 anos, abrangendo desde a Educação Infantil (creche e pré-escola) até os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A iniciativa promove, assim, uma educação inclusiva, humanizada e comunitária, que envolve diferentes gerações em um mesmo propósito de transformação social.
Atualmente, Zilene Trovão atua como gestora do Cime Dr. José Aldemir de Oliveira, localizado no bairro João Paulo, zona Leste, unidade para onde a metodologia foi expandida. A educadora destaca o propósito central do projeto.
“O projeto valoriza os saberes amazônicos, envolve professores, estudantes e famílias nas decisões e aproxima a comunidade de serviços de saúde, assistência e documentação. Seu impacto alcança tanto a aprendizagem quanto o acesso a direitos e o fortalecimento dos vínculos entre escola e sociedade”, afirma a gestora.
Resultados
Os resultados da iniciativa ultrapassaram os muros da escola e conquistaram projeção internacional. O Cmei Hermann Gmeiner se tornou a primeira escola pública de Educação Infantil do Brasil a receber o título de “Escola Transformadora”. Além disso, com a consolidação do modelo no Cime Dr. José Aldemir de Oliveira, a iniciativa alcançou a marca de 1.622 alunos atendidos com ações de suporte comunitário e cidadania contínua.
A transformação promovida pelo projeto também consolidou as unidades de ensino como espaços de acolhimento e assistência, com portas abertas inclusive aos finais de semana. Em parceria com as redes públicas de saúde e assistência social, as escolas passaram a oferecer atendimentos por meio de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) móveis e postos de documentação civil, facilitando, inclusive, o acesso de populações imigrantes a registros e direitos essenciais.
O reconhecimento reforça a qualidade do trabalho desenvolvido pelos profissionais da rede municipal de ensino e evidencia o compromisso da Prefeitura de Manaus com uma educação pública cada vez mais inovadora, inclusiva e transformadora.

— — —
Texto – Emerson Santos/Semed
Fotos – Divulgação/Semed
Fonte: Prefeitura de Manaus
