Ageman avança entre agências reguladoras estaduais e municipais na adoção de programa ESG
A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) concluiu seu primeiro Diagnóstico ESG, consolidando posição de destaque no cenário regulatório brasileiro. Conforme levantamento documental realizado pela consultoria responsável pelo estudo, a Ageman é, até o momento, uma das poucas agências reguladoras estadual ou municipal do país identificada com um programa de ESG em operação.
Elaborado pela Inajá Estratégia Integrada Empresarial – Escola do ESG, o diagnóstico avaliou as práticas da agência nos pilares ambiental, social e de governança e estabeleceu um Plano de Ação com 23 recomendações para aprimorar e institucionalizar as iniciativas já desenvolvidas.
O trabalho envolveu entrevistas com servidores e gestores de diferentes áreas da Ageman e representantes das concessionárias Águas de Manaus, Manaus Luz e Consórcio Amazônia – Zona Azul. Também foram analisados contratos de concessão, normativos institucionais e instrumentos de integridade da Prefeitura de Manaus, além de referências técnicas nacionais relacionadas às práticas ESG.
De acordo com a responsável pela elaboração do diagnóstico, Elendrea Cavalcante, da Escola do ESG, o levantamento mostra que a Ageman já possui iniciativas alinhadas aos princípios ambientais, sociais e de governança e que o próximo passo é consolidá-las como política institucional.
“A Ageman apresenta uma característica importante: já existem práticas ESG sendo desenvolvidas internamente. O desafio agora é sistematizar essas iniciativas, definir responsabilidades, indicadores e prazos e incorporá-las definitivamente à gestão. Esse movimento é especialmente relevante por partir de uma agência reguladora municipal e pode contribuir como referência para outras instituições do setor”, destaca Elendrea.
Diagnóstico orienta próximos passos
Em uma escala de maturidade de 1 a 4, o diagnóstico atribuiu à Ageman nota consolidada de 2,1, classificada como “incipiente, em transição”. O resultado demonstra que a agência já possui práticas implementadas, mas ainda precisa avançar na estruturação e institucionalização da agenda ESG.
“Vale ressaltar que, na escala de maturidade utilizada, a nota 2,1 indica que a agência já superou o estágio mais básico e possui práticas concretas em andamento — um resultado consistente para uma primeira avaliação formal, que serve como linha de base para os próximos ciclos”, reforça a consultora.
Entre as iniciativas ambientais já existentes estão a coleta seletiva na sede e ações de logística reversa realizadas em parceria com cooperativas e empresas especializadas. Nos pilares social e de governança, o estudo aponta oportunidades de avanço relacionadas, entre outros aspectos, ao clima organizacional, saúde, capacitação, comunicação interna e fortalecimento dos mecanismos de integridade.
Um dos principais achados do levantamento é que grande parte dos instrumentos necessários a esse avanço já está disponível no âmbito da Prefeitura de Manaus, especialmente por meio das políticas e materiais produzidos pela Controladoria-Geral do Município (CGM). O desafio passa a ser a aplicação na rotina institucional.
Para o diretor-presidente da Ageman, Ebenezer Bezerra, o diagnóstico permitirá transformar iniciativas já existentes em uma política permanente de gestão.
“Estamos dando um passo importante para que a agenda ESG deixe de estar presente apenas em ações específicas e passe a integrar de maneira estruturada o planejamento e os processos da Ageman. Como órgão regulador, entendemos que precisamos aplicar internamente os mesmos princípios de responsabilidade, transparência, sustentabilidade e boa governança que buscamos estimular nos serviços que fiscalizamos”, afirma Ebenezer.
Plano prevê 23 ações
Além do diagnóstico, a consultoria entregou à Ageman um Plano de Ação com 23 recomendações, divididas entre medidas de curto, médio e longo prazo, com execução prevista em até 24 meses.
Os documentos servirão de fundamento técnico para a elaboração de uma resolução normativa que poderá ser submetida ao Conselho Municipal de Regulação (CMR), com o objetivo de institucionalizar o programa ESG da Ageman.
A iniciativa reforça uma nova perspectiva para a agenda ESG no setor regulatório, além de acompanhar as práticas adotadas pelas empresas reguladas. A própria agência incorpora os princípios ambientais, sociais e de governança à sua gestão, fortalecendo a transparência, a integridade e a sustentabilidade institucional.
— — —
Texto – Tereza Teófilo/Ageman
Foto – Divulgação/Ageman
Fonte: Prefeitura de Manaus
