‘Comida no prato’: Isabelle Nogueira destaca cultura como fonte de renda no Norte
Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A artista e influenciadora Isabelle Nogueira, ex-cunhã-poranga do Boi Garantido, destacou o papel da cultura na geração de renda para trabalhadores da Região Norte durante participação no São Paulo Beyond Business (SP2B), nesta quarta-feira, 12/8.
Ao falar sobre o Festival Folclórico de Parintins, Isabelle ressaltou que eventos culturais movimentam uma cadeia econômica que envolve artistas, artesãos, costureiras, trabalhadores informais e outros profissionais.
“Por trás dessas movimentações, existem artesãos, alegoristas, pintores, donas de casas, costureiras, merendeiras, todo um movimento, uma cadeia que precisa desses movimentos culturais para que o giro econômico chegue nas suas mesas”, afirmou.
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Parintins movimenta cadeia de trabalhadores
Isabelle citou o Festival de Parintins como exemplo de como a cultura pode gerar oportunidades de trabalho e renda. Segundo ela, profissionais de diferentes áreas mudam suas atividades durante o período do festival para atender à demanda dos bois Caprichoso e Garantido.
Ela citou pescadores que passam a atuar na produção de alegorias e donas de casa que trabalham na confecção de figurinos. “Eu costumo falar que o Festival Folclórico de Parintins é comida no prato da mesa do trabalhador informal”, declarou.
Para a artista, a movimentação provocada pelos eventos culturais ultrapassa os dias de festa e beneficia uma cadeia formada por trabalhadores que dependem dessas atividades para complementar ou garantir a renda.
‘O Brasil precisa ser rico de Norte a Sul’
Durante o evento, Isabelle também defendeu o fortalecimento econômico da Região Norte. Para ela, o desenvolvimento da região precisa estar associado à geração de oportunidades e à valorização das atividades econômicas locais.
“A gente precisa também enriquecer o Norte. O Brasil precisa ser rico de norte a sul. A gente precisa ter um país de potência por completo”, afirmou.
A artista também destacou a importância da Zona Franca de Manaus para a economia do Amazonas e relacionou a geração de empregos à preservação ambiental.
“Hoje nós temos no Amazonas e Manaus a Zona Franca de Manaus, que emprega de forma direta e indireta 500 mil pessoas. O que seria do Amazonas se não fosse a Zona Franca de Manaus?”, questionou.
Artista alerta para seca e incêndios
Isabelle ainda aproveitou a participação para chamar atenção para os efeitos da estiagem no Amazonas. Ela afirmou que a Região Norte enfrenta um período de seca intensa, com temperaturas elevadas e pouca expectativa de chuva.
“No Norte do Brasil a gente está vivendo a época da seca, mas nós estamos vivendo uma possibilidade de uma seca extrema com um calor absurdo, 35 graus, não tem um vento, não tem uma expectativa de chuva”, alertou.
A artista também citou incêndios registrados em Manaus e pediu maior atenção para a situação vivida pela população durante o período de estiagem.
“Peço até licença nesse espaço pra falar, mas isso é Brasil. Isso é Brasil, gente. Quantas pessoas estão falando disso?”, questionou.
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